COMO FUNCIONA O DIREITO DE VISITAS DO PAI OU DA MÃE?

Quando ocorre a separação de um casal que tem filhos, uma das principais preocupações envolve a convivência da criança com ambos os pais. Mesmo quando a guarda é atribuída a apenas um deles, o outro mantém o direito de convivência, popularmente conhecido como direito de visitas.

Esse direito existe para garantir que a criança continue mantendo vínculos afetivos com pai e mãe, preservando seu desenvolvimento emocional e familiar.

O que é o direito de visitas?

O direito de visitas é o direito que o pai ou a mãe que não possui a guarda diária da criança tem de conviver com o filho.

Apesar do termo “visita” ainda ser muito utilizado, a Justiça brasileira tem adotado cada vez mais a expressão direito de convivência, pois o objetivo não é apenas visitar a criança, mas participar efetivamente de sua vida.

Esse direito está relacionado às normas do Código Civil brasileiro e ao princípio do melhor interesse da criança.

Como o direito de visitas é definido?

O regime de visitas pode ser definido de duas formas:

1. Acordo entre os pais

Quando existe diálogo entre os pais, eles podem entrar em acordo sobre:

  • Dias de convivência
  • Finais de semana alternados
  • Feriados e datas comemorativas
  • Férias escolares
  • Horários de retirada e devolução da criança


Esse acordo normalmente é formalizado judicialmente para garantir segurança jurídica.

2. Decisão do juiz

Quando não há acordo entre os pais, o juiz pode determinar o regime de convivência, levando em consideração fatores como:

  • Idade da criança
  • Rotina escolar
  • Distância entre as residências
  • Relação da criança com cada genitor


O principal critério sempre será o melhor interesse do menor.

Como costuma funcionar o regime de visitas?

Embora cada caso seja analisado individualmente, alguns modelos são bastante comuns na prática:

  • Finais de semana alternados com o pai ou a mãe
  • Divisão de feriados importantes
  • Metade das férias escolares para cada genitor
  • Convivência em datas comemorativas, como Dia dos Pais e Dia das Mães


O objetivo é garantir convivência regular com ambos os pais.

O pai ou a mãe pode impedir as visitas?

Não. Quando o direito de convivência é definido judicialmente, ele deve ser respeitado por ambos os pais.

Se um dos responsáveis impedir injustificadamente as visitas, podem ocorrer consequências legais, como:

  • Advertência judicial
  • Multa
  • Revisão da guarda
  • Outras medidas determinadas pelo juiz


A convivência com os pais é considerada um direito da criança, não apenas dos adultos.

E se o pai ou a mãe não cumprir o regime de visitas?

Quando o genitor que possui o direito de convivência deixa de cumprir os dias estabelecidos com frequência, isso também pode ser levado à Justiça.

Nessas situações, é possível solicitar:

  • Ajuste do regime de convivência
  • Mediação familiar
  • Revisão judicial do acordo


Cada caso será analisado de acordo com as circunstâncias específicas.

Quando o direito de visitas pode ser limitado?

Em alguns casos excepcionais, o direito de convivência pode ser limitado ou supervisionado, principalmente quando existe risco para a criança.

Isso pode ocorrer em situações como:

  • Violência doméstica
  • Abuso ou negligência
  • Problemas graves relacionados a dependência química
  • Situações que coloquem a criança em perigo


Nesses casos, o juiz pode determinar visitas supervisionadas ou restrições específicas.

O direito de visitas tem como principal objetivo preservar o vínculo entre pais e filhos após a separação. A convivência familiar é essencial para o desenvolvimento da criança e deve ser exercida com responsabilidade e respeito entre os pais.

Quando surgem conflitos relacionados à guarda ou ao regime de convivência, buscar orientação jurídica pode ser fundamental para encontrar uma solução que atenda ao melhor interesse da criança.