O que é guarda compartilhada e como funciona?
A guarda dos filhos é uma das questões mais importantes quando ocorre a separação de um casal. Entre os modelos existentes no Brasil, a guarda compartilhada se tornou a regra adotada pela Justiça, pois busca garantir a participação ativa de ambos os pais na criação dos filhos.
Mas afinal, o que significa guarda compartilhada e como ela funciona na prática? Neste artigo, vamos explicar de forma clara como esse modelo funciona e quais são os direitos e deveres dos pais.
O que é guarda compartilhada?
A guarda compartilhada é um modelo de guarda em que pai e mãe dividem conjuntamente as responsabilidades e decisões sobre a vida do filho, mesmo após a separação.
Isso significa que ambos participam de decisões importantes, como:
Esse modelo está previsto na legislação brasileira e foi fortalecido pela alteração no Código Civil brasileiro que estabeleceu a guarda compartilhada como regra sempre que possível.
Guarda compartilhada significa que o filho mora metade do tempo com cada um?
Não necessariamente.
Um dos maiores equívocos sobre a guarda compartilhada é pensar que a criança precisa morar 50% do tempo com cada genitor.
Na prática, normalmente é definido:
O objetivo da guarda compartilhada é garantir participação nas decisões, e não dividir exatamente o tempo de convivência.
Quando a guarda compartilhada é aplicada?
A guarda compartilhada costuma ser aplicada quando:
Mesmo quando os pais não entram em acordo, o juiz pode determinar a guarda compartilhada se entender que isso atende ao melhor interesse da criança.
Quem paga pensão na guarda compartilhada?
Muitas pessoas acreditam que na guarda compartilhada não existe pensão alimentícia, mas isso não é verdade.
A pensão continua existindo quando há diferença de renda entre os pais ou quando um deles arca com maior parte das despesas da criança.
A definição do valor segue os critérios previstos no Código Civil brasileiro, considerando:
Quais são as vantagens da guarda compartilhada?
A guarda compartilhada tem como principal objetivo preservar os vínculos familiares. Entre as vantagens estão:
Esse modelo busca garantir que a criança continue tendo referência e convivência com ambos os pais, mesmo após o fim do relacionamento.
Quando a guarda compartilhada pode não ser aplicada?
Apesar de ser a regra, existem situações em que a guarda compartilhada pode não ser recomendada, como por exemplo:
Nesses casos, o juiz pode determinar a guarda unilateral, priorizando sempre o bem-estar do menor.
A guarda compartilhada é o modelo mais adotado no Brasil atualmente, pois busca garantir que pai e mãe continuem participando ativamente da vida dos filhos após a separação.
Cada caso, porém, deve ser analisado individualmente, levando em consideração o melhor interesse da criança e as condições de cada família.
Quando surgem dúvidas ou conflitos sobre guarda, convivência ou pensão alimentícia, a orientação jurídica pode ser fundamental para encontrar a melhor solução para todos os envolvidos.